Por onde Cristiano Ronaldo passa, os fãs vão atrás. Em Varsóvia, onde o português desembarcou nesta segunda-feira, a imagem foi igual. O que mudou foi o som ambiente. Em vez de gritos, o silêncio. Até uns poucos torcedores portugueses aparecerem para apoiar o treinamento de sua seleção no Estádio Polônia, ouviam-se apenas os jogadores no gramado e os cliques das câmeras fotográficas. A torcida polonesa parecia congelada pelo frio de dois graus negativos.
Cristiano Ronaldo realizou um treino leve, de menos de meia hora, por ter atuado neste domingo pelo Real Madrid, marcando um golaço de calcanhar na vitória sobre o Rayo Vallecano. Quando seguiu para o vestiário em Varsóvia, o silêncio dos poloneses foi quebrado por aplausos. E nada mais. O craque não parou para fotos ou autógrafos. Nesta quarta-feira ele estará em campo por Portugal diante da Polônia, na inauguração do Estádio Nacional, local do jogo de abertura da Eurocopa, que custou mais de R$ 1,1 bilhão e deveria estar em uso desde setembro.
Nesta segunda, o local do treino foi o pequeno estádio do Polônia Varsóvia, o segundo time da cidade, sem a mesma torcida ou títulos do rival Legia. Para quem está acostumado com os empolgados e às vezes violentos torcedores dos clubes do país, o cenário causou espanto.
- Isso não costuma ser assim. Os torcedores daqui costumam ser barulhentos. Às vezes passam da conta. Esses que estão aqui certamente não são os mesmos - disse o português Joaquim Coutinho, que mudou-se para o país há seis anos quando casou-se com uma polonesa.
Ao seu lado, o filho Bruno, de apenas 4 anos. Pela primeira vez num estádio de futebol, o pequeno torcedor estava mais interessado em brincar subindo e descendo os degraus da arquibancada do que em prestar atenção nos homens de camisa verde no gramado. À espera do segundo filho e tomando conta de Bruno, Joaquim não vai poder assistir ao amistoso entre Portugal e Polônia. Mas acha que não vai perder muita coisa.
- Esses jogos de preparação costumam não servir para muita coisa. Os jogadores estão mais preocupados com suas ligas e em não se machucar. Mas não queria perder a oportunidade de vir aqui ver a seleção - disse.
Pouco depois de Cristiano Ronaldo deixar o treinamento, Joaquim e Bruno ganharam a companhia de um grupo de cinco torcedores portugueses vestidos com camisas e cachecóis da seleção. Com os vizinhos silenciosos, não tiveram dificuldade em ser ouvidos pelo meia Raul Meireles, do Chelsea, e convencê-lo a tirar fotos com eles. Quando a torcida local começou a se empolgar, acabou passando dos limites. Dois torcedores pularam a grade parar tirar foto com o zagueiro Bruno Alves e acabaram retirados pelos seguranças.
Joaquim levou o filho Bruno para ver a seleção portuguesa
Torcedores acompanham o treino em silêncio
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